COMPARTILHAR
Anúncios Google
CAMPOS DAS VERTENTES: BICHINHO
Anúncios Google
 

ver_bic_01O distrito de Vitoriano Veloso é conhecido ainda hoje pelo sugestivo nome de Bichinho, um povoado que se formou com a descoberta de ricas lavras de ouro nos primeiros anos do século XVIII.

A Igreja de Nossa Senhora da Penha revela as origens setecentistas do distrito, do qual faz parte o arraial de Gritador. O nome, derivado de ‘greta d’ ouro’, relembra também os tempos coloniais.

ver_bic_02A verdejante paisagem da região, valorizada pela imponente Serra de São José, tem atraído moradores de outras cidades, que aí instalaram simpáticas pousadas e, também, uma oficina de artesanato.

Apesar de estar mais perto de Tiradentes, Bichinho pertence a Prados desde 1938. O nome atual é uma homenagem ao inconfidente Vitoriano Gonçalves Veloso, que nasceu e viveu em Gritador.

ver_bic_03Em 1795, o arraial era formado por um conjunto de pequenas casas baixas e uma capela dedicada à Nossa Senhora da Penha de França. No século XIX, a decadência da atividade aurífera fez nascer uma incipiente agricultura de gêneros alimentícios, e, também a pecuária, ainda hoje, fontes da economia local.

ver_bic_04A vida passa devagar em Bichinho. Além da atividade agropecuária, seus moradores se dedicam ao artesanato, confeccionando esteiras de taquara e trabalhos manuais.

A construção da Igreja de Nossa Senhora da Penha foi iniciada por volta de 1732, sendo concluída somente em 1771. As torres foram acrescentadas no início do século XX. Sua fachada simples não evidencia a riqueza de seu interior, dominado por belíssimas pinturas em estilo rococó. A ornamentação pictórica é atribuída a Manoel Victor de Jesus, que soube valorizar, sobretudo, os forros e púlpitos da igreja.

ver_bic_05A estrada que leva a Bichinho é um passeio à parte. Saindo de Tiradentes, montanhas e vales descortinam exuberante vegetação.

Em Bichinho, funciona a sede da Oficina de Agosto. O nome atraente sugere a beleza inusitada dos objetos artesanais lá produzidos. Cerca de quarenta moradores de Bichinho revezam-se na confecção coletiva de objetos para casa, inspirados na cultura brasileira.

Montada em simpáticas barracas de bambu no quintal da casa, a oficina é considerada hoje um dos principais centros produtores de artesanato no país, e muitas de suas obras são usadas na cenografia de novelas e filmes.

Deixe seu comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *