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HISTÓRIA

A descoberta de ricas jazidas de ouro próximas à cidade do Serro, entre os rios Grande e Piruruca, atraiu os primeiros exploradores à região da atual Diamantina. Em 1713 foi fundado o Arraial do Tijuco (tijuco, em tupi, significa lama).

O grande impulso para o crescimento urbano e econômico do arraial foi a descoberta de jazidas de diamante por volta de 1720. Bernardo da Fonseca Lobo, reconhecido como o primeiro a encontrar a pedra, levou em 1726 alguns diamantes ao governador da província, sediada em Ouro Preto, e a notícia logo chegou à Coroa Portuguesa. Em 1729, o rei D. João V cancelou todas a concessões e instituiu o monopólio particular na extração da pedra, que até então vinha sendo explorada livremente. Foi fundado o Distrito Diamantino, com sede no Tijuco e subordinado a comarca do Serro Frio, com a função de oficializar o controle da extração.

Os contratadores eram autorizados a minerar com até seiscentos escravos, e também se tornaram os responsáveis pela coleta de impostos. Felisberto Caldeira Brant, que já havia descoberto minas em Goiás, e João Fernades de Oliveira, conhecido também como amante da escrava Chica de Silva, foram alguns dos contratadores autorizados pela Coroa.

Outro cargo importante era o Intendente que, a partir de ordens vindas de Portugal, procurava regular e fiscalizar a extração nas lavras. Muitos deles envolveram-se com corrupção e contrabandos.

A Indendência dos diamantes foi implementada em 1734 e marcou mais um passo da Coroa na tentativa de regular o fluxo de riquezas na região. Este processo culminou com a criação, em 1771, da Real Extração dos Diamantes, que estabeleceu um monopólio oficial.

A partir da segunda metade do século XIX, Diamantina (nome que a vila recebera em 1831), com o esgotamento das jazidas, inicia um período de decadência econômica. Companhias estrangeiras ainda exploraram as lavras com ajuda de máquinas, num investimento que mostrou-se inviável após a descoberta de grandes jazidas na África do Sul. Intensificou-se então a agricultura de subsistência e, já no início do século XX, a indústria textil surgiu como nova opção econômica.

Ainda que as ruas e becos estreitos do núcleo urbano da cidade remetam ao traçado irregular que caracteriza outras cidades da época, Diamantina apresenta algumas características urbanas particulares. Nota-se, por exemplo, a ausência de praças e grandes prédios públicos. A arquitetura das igrejas diamantinas também é diferente da encontrada em outras cidades históricas, como Ouro Preto. Ao invés das rebuscadas formas que caracterizam o barroco, seu estilo marcante é mais simples e elegante. Em geral estas igrejas foram construídas em meio às casas, numa posiçào que não valoriza sua amplitude arquitetônica e reduz seu papel de referência social para a cidade.

 
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