A encomenda dos edifícios
Artesãos e artífices que trabalham nessas
construções agrupavam-se segundo suas especializações.
Na
arquitetura atuavam pedreiros, canteiros
(entalhadores de pedra) e rebocadores, além
dos carapinas, que faziam os serviços de
carpintaria fina e marcenaria.
O
escultor trabalhava preferencialmente a
pedra, e o entalhador cuidava da decoração
interna dos templos em madeira (altares
e retábulos). Esse ofício não era considerado
mecânico, e muitos artistas se dedicavam
apenas à confecção de imagens, sendo chamados
de santeiros, estatuários ou imaginários.
Pintores
e douradores se incumbiam de pintar e dourar
com folhas ou pó de ouro partes importantes
da ornamentação.
Entre
esses ofícios não havia lugar reservado
aos arquitetos que forneciam o risco (ou
a planta) e o traço (ou desenho) de uma
construção. A parte intelectual do projeto
se distinguia da parte material, sendo comum
o arquiteto conceber o edifício e o mestre-de-obras
realizar a construção a partir dos riscos
fornecidos.
Ainda
no século XVII, engenheiros militares eram
freqüentemente chamados para projetar os
riscos das igrejas que vão sendo construídas.
Em meados do século XVIII, além dos técnicos
especializados vindos de Portugal, outros
vão se formando nos próprios canteiros de
obras, suprindo a carência de profissionais
locais.
A
partir da aprovação do risco, abria-se concorrência
em toda a região para o início dos trabalhos.
A proposta mais vantajosa era aceita, e
seu proponente nomeado arrematante. Raramente
os serviços eram arrematados por um único
profissional e abrangiam a totalidade das
obras. Eram comuns várias concorrências
específicas para a parte construtiva e para
a ornamentação interna.
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