José Joaquim da Veiga Valle

Casa
onde viveu Veiga Valle
na cidade de Goiás |
José
Joaquim da Veiga Valle nasceu em 09
de setembro de 1806, no arraial de Meia
Ponte (atual Pirenópolis). De
família simples, mas de projeção
local (seu pai exercia várias
atividades políticas, religiosas
e comerciais), quase nada se sabe sobre
sua infância e adolescência.
Não frequentou ensino formal
e acredita-se que tenha começado
a conceber sua obra no fértil
ambiente artístico e religioso
em que vivia. |
Seguindo as inúmeras atividades
do pai, em 1833 entrou para a Irmandade
do Santíssimo Sacramento e,
em 1837, foi eleito vereador da cidade.
Mudou-se para a cidade de Goiás
em 1841, a convite do então
presidente da Província, José
Rodrigues Jardim, com a função
de dourar os altares da matriz da
capital. Hospedado na casa do presidente,
Veiga Valle casou-se no mesmo ano
com a filha desse, Joaquina Porfíria
Jardim, com quem teve oito filhos. |
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Em Goiás
iniciou os trabalhos que mais tarde
o fariam ser reconhecido com o maior
escultor da região. Trabalhava
quase sempre com madeira cedro, que
é macia, cheirosa e de grande
durabilidade. Suas esculturas eram
feitas em partes separadas, que depois
eram encaixadas. A delicadeza de detalhes,
proporções reais e impressão
de movimento das esculturas são
algumas das características
de sua obra.
Esculpiu uma enorme variedade de santos,
a maioria encomendada pelos moradores
da cidade. Os mais populares eram
as Madonas (representações
de Nossa Senhora), Meninos Jesus,
Santo Antônio e São José
de Botas (padroeiro dos bandeirantes
e desbravadores). Fiel seguidor da
estética cristã, fez
apenas uma obra profana: um nu artístico,
inacabado, que mede 25cm. Produziu
de 1820 a 1873, provavelmente com
ajuda de seu filho Henrique, única
pessoa a quem transmitiu seus conhecimentos. |
| Veiga Valle morre a 29 de janeiro de
1874, sem sair da província de
Goiás. O reconhecimento de sua
obra veio apenas a partir de 1940, quando
seu trabalho passou a ser exposto e
debatido, inclusive fora do estado.
Nas comemorações do centenário
de morte, sua sepultura foi transferida
para o Museu de Arte Sacra da Boa Morte,
onde está exposta boa parte de
sua obra. |
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