Festa do Divino
Manifestação
religiosa e cultural importante de muitas
cidades do interior do país, a Festa
do Divino Espiríto Santo surgiu em
Alenquer, Portugal, no século XIV.
A rainha Isabel de Aragão - que se
tornaria Santa Isabel - esposa do Rei Trovador
Dom Dinis, mandou construir uma igreja em
homenagem ao Divino, dando início
às celebrações. Nas
cidades onde não se podia contar
com a presença da corte imperial,
os devotos que participavam da festa fantasiavam-se
de cortesãos, o que acabou se tornando
uma tradição.
A
cada ano, um novo imperador é escolhido.
Em alguns lugares é um adulto, em
outros, um adolescente ou criança.
Ele participa de todos os rituais, tentando
sempre superar o desempenho de seu antecessor.
Normalmente, a festa é dividida em
três momentos: coroação
do imperador, rituais de homenagem ao Divino
e distribuição de alimentos.
Seus maiores símbolos são
a bandeira vermelha e a pomba branca.
A
Festa do Divino começou a ser celebrada
no Brasil por volta de 1765, trazida por
portugueses principalmente para as áreas
de mineração do ouro.
Em
todo o país, observa-se pontos comuns
entre as celebrações e também
características peculiares assumidas
de acordo com o lugar. Assim, a Festa do
Divino em São Luís do Maranhão,
por exemplo,
incorporou elementos da cultura africana
e indígena em seus rituais, espelhando
o sincretismo já existente no estado.
Já em Paraty, os rituais se aproximam
mais de sua origem portuguesa.
Em
todas as cidades, as celebrações
contam com missas, procissões, novenas
e, quando
há programação paralela,
festa com barraquinhas e shows. Normalmente
é comemorada durante as
Festividades de Pentecostes - 50 dias após
a Páscoa - que acontece em maio ou
junho.
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