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OURO PRETO: MÚSICA
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Já nas primeiras décadas de 1700, a sociedade mineira se expressa de modo significativo por meio da música religiosa e profana. Os rituais litúrgicos e as festas populares eram valorizados pela música, que aos poucos tomou forma e ganhou proporções originais, revelando uma classe singular de músicos, em sua maioria mulatos. Conheça os compositores e escute trechos da melhor música colonial em Minas Gerias.

A música dos mulatos

A dedicação à música e a participação em irmandades religiosas possibilitou ascensão social aos mulatos, já que atividades profissionais como a medicina, o direito e a carreira eclesiástica lhes eram negadas.

Mesmo diante da rigorosa discriminação racial, os músicos circulavam livremente, apresentando-se em templos cujas irmandades só admitiam brancos. Filiavam-se, porém, às irmandades dos homens pardos.

O número de músicos mulatos no final do século XVIII era enorme e gerou um comentário contundente do desembargador Teixeira Coelho numa de suas visitas a Vila Rica: ‘Aqueles mulatos que se empregam no ofício de músicos são tantos na Capitania de Minas, que certamente excedem o número dos que há em todo o Reino’.

Música Profana

Embora a música de câmara fosse conhecida em Minas, os compositores se dedicavam sobretudo à música sacra. As peças profanas, como modinhas e lundus, da segunda metade do século XIX, são em geral de autores anônimos. A atividade cênico-musical em fins do século XVIII contou com compositores locais que fizeram músicas para comédias e óperas encenadas na Casa da Ópera de Vila Rica.

Bandas Mineiras

Durante o século XIX, a música mineira passa também a se expressar por meio das inúmeras bandas formadas nas cidades e povoados. Nesse momento, as cordas (violinos, violas e violoncelos) são abandonadas progressivamente e os instrumentos de sopro (flautas, fagotes e trompas) substituídos por clarinetes, trompetes, trombones e tubas. A música adquire maior mobilidade, sendo agora executada nas praças públicas, coretos e adros de igrejas. Os gêneros mais populares, como quadrilhas, dobrados e polcas, experimentam sua fase áurea.

A sobrevivência das bandas em antigas cidades mineiras é sem dúvida a herança mais próxima da atividade musical desenvolvida no século XVIII em Minas Gerais, sobretudo em Vila Rica. As corporações musicais do Senhor Bom Jesus de Matozinhos e do Senhor Bom Jesus das Flores, de Ouro Preto, são exemplos vivos dessa tradição.

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