A ornamentação interna dos templos religiosos
de Vila Rica reúne exemplares significativos da pintura
colonial brasileira. A pintura em tela também foi expressiva,
embora tenha sido feita em número muito menor do que
na decoração pictórica dos forros das
igrejas barrocas.
A talha, a imaginária e a escultura em pedra são
os elementos fundamentais da escultura barroca, responsáveis
pela configuração plástica e dimensão
monumental dos templos religiosos de Minas Gerais. A escultura
em pedra ganha importância decisiva em meados do século
XVIII, quando Antônio Francisco Lisboa, o Aleijadinho,
introduz a pedra-sabão em relevos decorativos e na estatuária.
A talha é o elemento típico da ornamentação
interna nas capelas e igrejas barrocas. Cescultórico
dos retábulos (estrutura ornamental que reveste a parte
posterior do onsiste no trabalho altar-mor e laterais), feito
geralmente em madeira. Os retábulos mineiros apresentam
três estilos altares artísticos distintos, que
expressam a evolução do barroco na Europa, notadamente
em Portugal: o nacional português, o joanino (ou Dom
João V) e o rococó.
A imaginária complementa a decoração
interior dos templos. Cada altar possui seu santo padroeiro
colocado em posição central e outras imagens
que compõem o espaço de devoção
religiosa. Além da imaginária tradicional, existem
ainda os curiosos santos de roca e de pau oco. Os primeiros
possuem apenas cabeça, mãos e pés esculpidos,
presos a uma estrutura de madeira coberta pelo traje do santo.
Os santos de pau oco são imagens ocas de porte médio,
em madeira, usados no contrabando de ouro.
A escultura em pedra confere aos templos religiosos
elaborado partido arquitetônico e escultórico. Cimalhas,
vergas, ombreiras, portadas e outros elementos ornamentais
substituem a rusticidade das construções em taipa
e adobe pela beleza e solidez da pedra de cantaria. |