Paraty é uma das cidades mais lindas
que já conheci. A localização geográfica
em que se encontra é privilegiada e faz do lugar um
belo cartão postal, com o centro histórico
entre a serra e o mar.
São praias e mais praias lindas, umas
movimentadas, outras nem tanto. Por todos os lados, há
muito verde. Verde que desce a serra para refletir no mar
e embasbacar os que vêm de fora.
As muitas ilhas só podem ser conhecidas
nos passeios de barcos. Barcos que estão por toda
parte. No porto, no mar, nas ruas alagadas pela maré alta,
nas janelas das casas. Barcos grandes, pequenos, luxuosos,
de
brinquedo. Seu Leonel faz os de verdade. Já o artesão
Dito nos encanta com suas miniaturas.
O lugar é quente e úmido. O calor
e as muriçocas que vêm da mata quase tiram o juízo
da gente, mas tudo bem. Para os incômodos bichos, repelentes.
Para o calor, água – das cachoeiras, da praia,
da chuva que cai no final da tarde e que, quando não
cai, dá um belo espetáculo.
As nuvens carregadas, às vezes, não
conseguem ultrapassar a barreira da serra. E aí o que vemos de um lado é sol e mar. Do outro,
a serra e o céu carregado, cinza.
Os moradores do lugar são simpáticos,
conversados. E corajosos também. As manobras radicais
na pedra da cachoeira do Tobogã impressionam os visitantes
e poucos se arriscam a imitá-los.
A habilidade com que conduzem suas bicicletas
pelas ruas irregulares de pedras também chama atenção.
Mal consigo andar normalmente pelas ruas e eles passam de
bicicleta...
O calçamento pé-de-moleque às vezes provoca
acidentes com os mais apressados. Por isso, calma. E mulheres, esqueçam os sapatos de salto.
No centro histórico bem preservado,
é proibido o trânsito de carros. A sensação
de estarmos de volta ao passado aumenta ao vermos as carroças
que transportam cargas no lugar dos automóveis.
As construções são simples
e funcionais e o branco obrigatório das fachadas realça
o colorido das portas e janelas. Com suas casas de linhas
retas e ruas curvas, Paraty encanta pela simplicidade diante
de um cenário grandioso.
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