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CULTURA

A terra de palmeiras dos versos do ludovicense Gonçalves Dias reflete em toda sua plenitude a miscigenação de raças característica da formação do povo brasileiro. Traços culturais de origem africana, européia e indígena são identificados a cada passo de dança, a cada rufar de caixas, nas rezas e nas roupas das festas. Aqui, as influências vindas de outros cantos se unem e se recriam, fazendo da cidade uma dos maiores polos culturais e turísticos do país.

Sede da terceira maior comunidade negra do país (atrás do Rio de Janeiro e Salvador), São Luís tem nas manifestações culturais e religiosas de origem africana uma de suas maiores riquezas. Se a herança da colonização portuguesa se faz presente principalmente na arquitetura dos sobrados concentrados no centro histórico, o legado dos africanos se espalhou pela periferia da cidade e pelo interior do estado.

Marginalizados e em algumas épocas reprimida, os hábitos e crenças trazidos pelos escravos e mantidos por seus descendentes são hoje reconhecidos como únicos no Brasil. Mesmo incorporando elementos culturais dos senhores e dos índios, a população de origem africana de São Luís e arredores mantém-se fiel às suas raízes.


Reggae

O reggae chegou a São Luís pelas ondas curtas de rádio, nos navios que aportam na cidade ou através de DJs que foram à fonte jamaicana buscar o som. Desde que ganhou a cidade, na década de 70, foi se tornando um fenômeno de popularidade que só ganha força e seguidores.

No início, alguns reggaes eram tocados em meio ao popular forró. Da mistura dos dois surgiu a dança única dos bailes de São Luís, prova que o som caribenho ganhou um sotaque nordestino: o chamego típico do dois-pra-lá, dois pra-cá é a coreografia básica da festa. Para atrapalhar a conversa ao pé do ouvido, só mesmo o volume quase insuportável das paredes de som que cercam os galpões e salões.

Os sucessos de Bob Marley, Peter Tosh e Bunny Wailer comandavam o som quando o ritmo começava a conquistar seus adeptos. Hoje, no entanto, são lembrados apenas na seção saudade, guardada para o final dos bailes.

Quem anima mesmo as radiolas são bandas locais, como Miragem, Guethos e Reprise, e jamaicanos que, dada a freqüência com que se apresentam na cidade, são quase ludovicenses, como George Dekker e Norris Cole. E nunca é demais lembrar que a mais conhecida banda de reggae do país, a Tribo de Jah, começou em São Luís.

Quase todos os dias acontece uma festa na cidade. Na periferia, no centro histórico ou na beira-mar (aqui principalmente aos domingos, que afinal é dia de praia), os reggeiros têm sempre uma opção. Doze grandes radiolas (equipes de som) se revezam no comando dos eventos, sem contar as dezenas de equipes de menor porte. "São Luís é cercada", diz o DJ Marlon Brown, da radiola Estrela do Som, uma das mais populares. É só chegar para ver.

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Carnaval

 

O carnaval de São Luís começa no ínicio de janeiro com o desfile de bandas - compostas principalmente por instrumentos de sopro - que saem às ruas para esquentar os foliões. Além das tradicionais escolas de samba, uma das grandes atrações do carnaval da cidade são os diversos blocos que representam aspectos culturais da região.

Fofões: os foliões se vestem com macacões estampados que lembram os palhaços da Comédia Del Arte e usam máscaras inspiradas em filmes de terror.

Tribos de Índio: os brincantes são meninos e adolescentes que se vestem com trajes dos índios norte - americanos e imitam um ritual de cura conduzido por um pajé.

Casinha da roça: trata-se de um carro alegórico que reproduz uma típica casa da roça recoberta com palha. No interior da casa, vários tipos maranhenses brincam ao ritmo do tambor de crioula.

Brincadeira de urso: auto popular onde homens e mulheres fantasiados - caboclos, índios, soldados, baianas, ciganas, veterinários e curandeiros - formam um cordão que tem, ao centro, três personagens mascarados que dançam o tempo todo ao som de marchinhas carnavalescas: um macaco, um cachorro e um urso.

Blocos tradicionais: surgidos na década de 50, seus integrantes usam fantasias luxuosas e brincam ao som forte dos tambores com coreografias cadenciadas.

Blocos Afro: inspirados nos grupos afros da Bahia, os blocos Akomabu e Abibimã usam o batuque das músicas para cantar mensagens contra o preconceito e exaltar heróis negros.
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Tambor de Crioula

Um dos rituais mais populares nas casas de cultura afro do Maranhão é o tambor de crioula, uma celebração baseada na música e dança que mistura fé e diversão. Uma homenagem a São Benedito (santo negro e filho de escravos, natural da Itália), é organizada ao ar livre em qualquer época do ano para celebrar datas, momentos marcantes ou pagar promessas.

Os coreiros e coreiras reúnem-se em um círculo, com homens tocando e cantando as toadas enquanto as mulheres dançam.

Embaladas pelo ritmo acelerado dos tambores, as coreiras interagem através da punga, ou umbigada: batem de frente com a barriga em quem está no centro da roda, saúdam uma companheira e a convidam para dançar.

A percussão embalada pelos coreiros é composta por três tambores, sempre tocados com a mão, formando uma parelha. O maior deles, chamado de roncador ou rufador, anuncia a punga; o médio (meião, socador ou chamador) marca o ritmo e o menor (perengue, merengue ou crivador) faz um som repicado. A matraca também é usada para cadenciar as coreiras.

Grandes saias rodadas e estampadas, torsos na cabeça, pulseras e colares, além da blusa branca de renda, compõem o alegre vestuário feminino. A maioria dos grupos que mantém viva a cultura do tambor de crioula está ligada às associações de bumba-meu-boi, outra tradição fundamental do estado.

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Tambor de Mina


Religião afro-brasileira trazida pelos descendentes negros de origem jeje e nagô. Semelhante ao Candomblé da Bahia, o culto acontece em casas conhecidas como terreiros, onde os iniciados cultuam, invocam e incorporam entidades espirituais durante os rituais. As mulheres compõem grande parte dos iniciados e usam roupas especiais na ocasião. São utilizados instrumentos como tambores, cabaças, triângulos e agogôs.

Entre as casas de culto religioso na cidade, a mais antiga é a Casa das Minas, fundada no século XIX. Comandada por mulheres, é uma casa de culto aos voduns (entidades do reino africano de Dahomé - atual Benin) e pertence ao vodum Zomadônu, da família real de Davice. Único terreno de mina-jeje de São Luís, é muito visitada durante a Festa do Divino. Além da Casa das Minas, a Casa de Nagô e Casa Fanti-Ashanti também merecem destaque.

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